Quinta, 06 Abril 2017 17:50

Universitárias do Piauí destacam AGAP em TCC Destaque

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“Efeitos do destreinamento físico e o desenvolvimento da síndrome metabólica em ex-atletas de futebol, em Teresina-PI”.

Por Dida Brasil, Revista Faapatletas

tcc22As formandas do Centro Universitário UNINOVAFAPI, Maura Cunha Costa e Karlla Kelly Soares da Silva escolheram a AGAP/PI para auxiliá-las na produção do trabalho de conclusão do curso superior de Educação Física. Na monografia, apresentada em dezembro de 2015, as discentes destacaram os “Efeitos do destreinamento físico e o desenvolvimento da síndrome metabólica em ex-atletas de futebol em Teresina-PI”. 

Por meio de pesquisa do tipo quantitativa, descritiva e transversal, elas avaliaram mais de 100 ex-atletas dos quais separaram 25% para compor a amostra, todos associados à AGAP-PI, dentro da faixa etária de 45 a 59 anos e que já atuaram em competições oficiais. 

Foram impedidos de participar do estudo, ex-atletas que fazem uso de medicamentos, em razão do aumento dos efeitos adrenérgicos ou da pressão arterial e aqueles que utilizam aparelho marca-passo ou com problemas físicos como amputações. 

Após conclusão do estudo, elas verificaram que parte significativa da amostra estava dentro dos critérios ou riscos para o desenvolvimento da síndrome metabólica, como sobrepeso, obesidade central, hipertensão, diabetes, além de estarem irregularmente ativos, sugerindo análise sanguínea completa para que, com base em valores concretos, tanto de colesterol quanto de triglicérides, possa chegar a um valor mais significativo da incidência da síndrome metabólica em ex-atletas de futebol.

Em conversa com a Revista Faapatletas, Maura Cunha, que atualmente atua como árbitra de futebol pela Federação de Futebol do Piauí, falou sobre o tema e os motivos que as levaram a escolher a AGAP/PI para o estudo. Acompanhe alguns trechos: 

Qual a relação de vocês com a AGAP/PI?

Na verdade conhecia AGAP devido ao interesse que já tinha em trabalhar ou estudar esse publico: os ex- atletas. Por meio de um amigo de trabalho, conheci o Joniel Lopes, o então presidente da AGAP/PI. Falei com sobre este estudo e ele de imediato concordou e esteve sempre à disposição, disponibilizando o espaço da instituição, o contato dos ex-atletas, para que tudo fosse realizado. 

Fale sobre as autoras e sobre o tema abordado no TCC

Desde muito cedo sempre me interessei pela área esportiva em especial o futebol. Pratiquei bastante, mas não cheguei a nível profissional. Hoje sou formada em Educação Física e atuo também como árbitra de futebol pela Federação de Futebol do Piauí. E desde que iniciei minha graduação meu intuito foi fazer um estudo voltado para os ex-atletas de futebol. Avaliar a qualidade de vida deles após a fase de performance e buscar entender por que a maioria, se não todos os ex-atletas que tem uma morte natural, geralmente as causas estão relacionadas a fatores metabólicos, que consequentemente estão interligados com o estilo de vida adotado por esses ex-atletas durante o período de aposentadoria. Minha colega de estudo abraçou minha ideia, pois a sua linha de pesquisa estava ligada a saúde.

Como foi realizar a pesquisa com os ex-atletas de futebol?

Foi bastante importante, pois com a pesquisa podemos reforçar nossas suspeitas. De acordo com testes e, principalmente a entrevista, feita com cada ex-atleta, foi possível constatar que ocorre uma parada brusca na prática de exercícios físicos, logo que esse atleta encerra sua carreira esportiva. Essa inatividade física associada a má alimentação e outros fatores como uso de cigarro, por exemplo, condiciona esse atleta a desenvolver fatores de riscos como obesidade, aumento dos triglicerídeos, alteração no colesterol, hipertensão e diabetes, fatores responsáveis pelo desenvolvimento da síndrome metabólica. 

Em sua opinião, o que pode ser feito para que esse público tenha mais qualidade de vida?

Quando o atleta visa encerrar sua carreira profissional, deveria ser feito trabalho específico para esse momento. Um acompanhamento com o objetivo de diminuir a carga de trabalho, e colocar esse atleta em uma nova realidade, ou seja, um treinamento que busque inserir o exercício físico para obter qualidade de vida e não mais o rendimento ou performance. Com esse acompanhamento, certamente esses atletas encerrariam a carreira esportiva, mas continuariam com a prática regular de exercícios físicos como forma preventiva de doenças metabólicas.

TCC na íntegra: AQUI.

Assessoria de Comunicação. 

 

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