Quarta, 29 Março 2017 11:29

SÉRIE: FORMANDOS DO SISTEMA FAAP/AGAP Destaque

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Natural de Nazaré da Mata (PE), hoje residindo em Santos (SP), o ex-atleta Jesivaldo Germano Albuquerque Paiva, o Diguinho, tem muito a comemorar: Ele acaba de se formar em Gastronomia, pela Universidade Católica de Santos e já atua como chef de cozinha em restaurante na cidade onde vive.

Por Dida Brasil/ Revista Faapatletas

Diguinho relata que conheceuDiguinho 1 o trabalho do Sistema FAAP, por meio da AGAP/PE, no último clube em que atuou o Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe. “Soube através do excelente trabalho feito pelo presidente da AGAP/PE, o senhor Fernando Silva, que visitava os clubes do interior, junto com sua equipe divulgando o projeto da entidade”, ressalta.

Ele lembra que entrou em contato com a AGAP/PE e recebeu todas as informações para solicitar a bolsa de estudos. Como já residia no estado de São Paulo, foi instruído a solicitar o beneficio direto na FAAP, pois na ocasião, ainda não existia a AGAP/SP. E assim, iniciou a faculdade de Gastronomia.

“Foi um período de muito esforço. Era gerente em uma padaria e tinha de acordar às 3h da manhã para ir trabalhar, saia às 12h e pegava o ônibus para ir a faculdade e só chegava em casa às 19h. Era muito cansativo e havia dias em que nem via minha esposa porque quando eu saia para trabalhar ela estava dormindo e quando ela chegava do trabalho eu estava dormindo. Mas foi também de muito aprendizado e hoje estou colhendo os frutos de todo esforço”, comemora o ex-atleta que hoje é chef de cozinha em um restaurante de Santos.

Para o futuro, a perspectiva de Diguinho é continuar estudando para aprender cada vez mais a arte da cozinha. 

Veja alguns trechos da história de Diguinho, em entrevista à Revista Faapatletas: 

FAMÍLIA:

“Meus pais até hoje residem em Nazaré da Mata (PE), uma cidade pequena, a 80 km da capital e têm uma vida simples. Sou casado, pai de um filho que mora em Belo Horizonte com a mãe e minha atual esposa está no final da gravidez de um menino”. 

FUTEBOL:

“Minha vida de atleta teve início quando comecei a jogar futebol de salão na escola e logo depois fui jogar em um time da cidade que se chamava Parmalat porque o dono vendia leite em uma carroça com seu jegue. 

Diguinho 3

Depois fui chamado para jogar na seleção da minha cidade, onde tive a oportunidade de fazer um amistoso contra o Centro Limoeirense. Nesse time tinha um jogador da minha cidade, o Edson Limoeiro (o sobrenome  ele adquiriu por jogar muito tempo no clube) e foi ele quem deu força para que o treinador Adelmo Soares, que é bastante conhecido em Pernambuco, para que me observasse nesse jogo.

No dia seguinte Edson me procurou para que eu fosse ao próximo treino com ele. E desde o primeiro dia o treinador já queria que eu ficasse no time. Mas era um pouco difícil sair da minha cidade todos os dias para treinar porque tinha a escola, então só participava dos treinos no período da tarde. 

Diguinho 4

Aos 14 anos fui inscrito no campeonato brasileiro da série C, nos anos de 1997. Eu era o atleta mais novo em todas as divisões do campeonato nacional. Em uma partida contra o ASA de Arapiraca, um empresário que estava acompanhado o jogo, me procurou e, por coincidência ele perguntou sobre mim ao Edson que já estava fora do vestiário. Chamamos o presidente e ele foi ao restaurante jantar com o nosso time e conversou sobre a possibilidade de eu ir para um time de São Paulo e eu logo falei que ele tinha que ir na minha cidade conversar com meus pais, porque eu fiquei com medo. Dois dias depois esse empresário bateu na porta da minha casa. Dai em diante aconteceu toda a negociação para eu ir fazer um teste no Santos Futebol Clube. Passei e fiquei três anos no clube. Depois atuei pelo Águas de Lindóia FC/SP, América Mineiro/MG, Portuguesa Santista/SP, Bragantino/SP, Guarani/SP, XV de Campo Bom/RS, Democrata de Sete Lagoas/MG, Sete de Setembro de Dourados/MS, Rio Branco/SP,  Fortaleza EC/CE, Camboriú /SC, Vitória/PE e o último, Ypiranga EC/PE”. 

Diguinho 10

 

AGRADECIMENTO:

“Primeiramente agradeço a Deus por tudo que aconteceu em minha vida, ao presidente da AGAP/PE Fernando Silva e toda sua equipe que, quando entrei em contato, me trataram muito bem e me explicaram todo o procedimento de como conseguir o beneficio, já que no estado de São Paulo não existia a AGAP ainda e me colocaram em contato direto com a FAAP. Quero agradecer também a FAAP que me deu todo apoio nessa caminhada e especialmente a senhora Antônia Jardim que foi a pessoa que me deu todas as instruções e sempre esclarecia as minhas dúvidas. Muito obrigado de coração e parabéns pelo trabalho que a FAAP e AGAP realizam em todo Brasil”.

 

 

Assessoria de Comunicação.

 

 

 

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