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Quarta, 25 Julho 2012 15:15

O BRASIL CONTRA A HEPATITE C

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28 de julho – Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais

A Campanha de combate à hepatite C direcionada aos ex-atletas profissionais que atuaram entre as décadas de 60 e 80, promovida pela Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP), com apoio do Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) entra no terceiro ano de ações, neste 28 de julho, Dia Mundial de combate às Hepatites Virais.

25/07 - Desde 2010, milhares de ex-jogadores fizeram o exame durante os eventos da entidade pelo Brasil a fora e centenas tiveram resultado positivo para a doença.

A boa notícia é que grande parte desses hepatos passaram por tratamento e tiveram a doença negativada.

Contudo, há um universo de ex-atletas com hepatite C que ainda não sabe que está doente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, no mundo cerca de 200 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus da hepatite.

O Ministério da Saúde informa que de 2000 a 2011, o Brasil registrou mais de 35 mil mortes causadas por hepatites virais, dos tipos A, B, C, D e E. 

O maior número de óbitos ocorreu devido à hepatite C, com registro de 27 mil casos nos últimos 10 anos.

O fato de tantos ex-atletas estarem com hepatite C se deve à forma de serem tratados na época em que atuavam quando era comum a utilização de seringas de vidro mal esterilizadas na aplicação de medicamentos. Os jogadores de futebol foram vítimas desta prática não só para aplicação de vitamínicos e estimulantes, como também para as famosas infiltrações de corticóide para conter as dores articulares, fruto do desgaste.

Em dois anos, a FAAP, por meio de suas Associações de Garantia ao Atleta Profissional (AGAP), realizou centenas de ação para mobilização da categoria. Palestras, seminários, jogos amistosos e reuniões nos clubes de futebol atraíram atletas e ex-atletas para o exame.

O Sistema realizou o teste em mais de 1,5 mil atletas. Cerca de 400 tiveram resultado positivo para a doença e são assistidos pela entidade.  

“O tratamento para a hepatite C é disponibilizado pelo governo, mas o doente carece de cuidados adicionais. No caso de ex-atletas, muitos vivem no interior e necessitam de transporte para se deslocarem até os centros de tratamento e ainda de estadia e alimentação balanceada para suportar a grande carga de remédios. A FAAP proporciona esse suporte, inclusive, com apoio psicológico estendido aos familiares”, explica o presidente da FAAP, Wilson Piazza ressaltando que a entidade continua com a campanha de alerta para alcançar aqueles que ainda não fizeram o exame.

Dos ex-atletas que contam com apoio do sistema, alguns já negativaram a doença, a exemplo de Dinaldo Gomes, Rubens Santos e Manoel Messias, entre tantos que recebem apoio da AGAP/Sergipe.

Contudo, vários outros precisam refazer o tratamento porque não obtiveram êxito e necessitam de medicamentos diferenciados, como é o caso de inúmeros ex-atletas da Bahia.  

A campanha da FAAP conta com a participação de ídolos do futebol mundial Jairzinho, Félix, Paulo Cesar Caju, Carlos Alberto Torres e Dadá Maravilha que junto com Piazza engrossam o time de alerta. 

Botafogo e vários outros times vestiram a camisa da campanha em 2010 e 2012. Novas parcerias estão sendo firmadas para este terceiro ano da campanha.

E, no próximo domingo, 29 de julho, no Estádio Pituaçu, está prevista ação durante o jogo entre Bahia e Corinthians com o objetivo de conscientizar o público para a importância do exame.

NOVOS MEDICAMENTOS

O Ministério da Saúde comunicou, na tarde desta quarta-feira (25), que o SUS vai distribuir dois novos medicamentos, o telaprevir e o boceprevir que apresentam taxa de eficácia de 80% – o dobro do sucesso obtido com a estratégia convencional utilizada atualmente, que dura de 48 a 72 semanas.

“Não tenho dúvida alguma de que estamos dando um passo bastante decisivo para o tratamento das hepatites”, disse o ministro Alexandre Padilha. “Estamos possibilitando, para um conjunto dos brasileiros assistidos pelo SUS, a oportunidade de receber aquilo que há de melhor em relação ao tratamento para as hepatites virais”, completou.

Assim que a incorporação dos remédios for publicada no Diário Oficial da União, a rede pública terá prazo de 180 dias para iniciar a distribuição aos pacientes. A previsão é que os remédios estejam disponíveis no SUS no início de 2013.

   

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